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Player Spotlight: TheBlackBoss [English/Portuguese]

First impressions can be a difficult thing to forget. When TheBlackBoss first exploded onto the Legends of Runeterra grassroots scene, the highlight moment for myself and many others was an early Duels of Runeterra tournament where Boss made (or barely missed) the top cut playing a deck that we would collectively call “Blood Riders”. It was a Vladimir/Hecarim Harrowing deck in a time where 0 of those 3 cards were seeing any play at all, and Boss gained a bit of a reputation for playing off-meta. While it’s certainly true that TheBlackBoss has always played by his own rules, he’s not stuck in his ways about it. I’m sure we’ve all met someone who follows the rules of if they can’t win a tournament in their own way, they don't want to win at all. I’m not saying Boss was ever like that, as I don’t know for sure one way or another. But few players have matured with the scene in real time quite like Boss has, and he’s shown a lot of discipline in knowing when he has and hasn’t beaten the meta. 

As primeiras impressões sempre são marcantes, e podem ser difíceis de se esquecer. Quando o TheBlackBoss Inicialmente explodiu na comunidade competitiva do Legends of Runeterra, o momento mais marcante para mim e muitos outros foi em uma das primeiras edições do Duels of Runeterra onde o BlackBoss alcançou (ou ficou bem próximo) o top cut jogando com um deck que acabou ficando conhecido internacionalmente como “Blood Riders” ou “Cavaleiros Sangrentos”. Era uma combinação de Vladimir, Hecarim e o Tormento, em uma época onde nenhuma dessas três cartas eram jogadas, e o BlackBoss começou a construir sua reputação jogando com essa combinação off-meta. Podemos tranquilamente afirmar que o TheBlackBoss sempre jogou seguindo suas próprias regras, mas de forma alguma, se prendendo a isso. Tenho certeza de que todos já nos deparamos com alguém que, caso não consiga ganhar seguindo suas próprias regras, prefere nem mesmo ganhar. Não me entenda mal, não estou afirmando que o BlackBoss nunca agiu dessa forma, mas poucos jogadores amadureceram com o cenário competitivo como o Boss, e menos ainda demonstraram a disciplina e humildade em assumir quando conseguiram bater o meta e quando não o fizeram.

When I first saw TheBlackBoss performing as well as he was with Blood Riders, I asked around the scene to get a sense of who he was as a player. It’s not uncommon, especially in the first year of a CCG, to have someone perform well at a small event with a ‘meme’ deck and then fall off the face of the planet, so I wanted to gauge whether or not Boss was here to stay. When I asked about him, the common response was “he’s the best player in Brazil''. It was certainly not a title to be taken lightly, and it was the first time I had heard anyone stake a claim for it. Boss would continue to run Blood Riders at a few more events with seemingly less success each time until he found his new Thing. Over the years of watching Boss, I’ve noticed a pattern within his deck choices in that he tends to get hooked on a specific deck for weeks or months at a time. First it was Blood Riders, then Pirate aggro, then Taric/Fiora which seemed to devolve into more of a general love of the Demacia/Targon midrange pairing, and even TF/Ezreal (though it was mostly Subpurrsible). It’s hard to nail Boss down, but once he’s found his Thing you can bet your bottom dollar he’ll be showing up with it.

A primeira vez que vi o BlackBoss performando absurdamente bem como ele fez usando o “Blood Riders”, perguntei pelo cenário afora para entender melhor quem era aquele jogador. Não é incomum, especialmente no primeiro ano de de um novo card game, que jogadores consigam ter um bom desempenho com decks “meme” até de fato o fantasma da consistência os assombrar, então, meu questionamento era saber se o BlackBoss estava aqui para ficar. Quando perguntei sobre ele em um escopo internacional, a resposta mais comum era “ele é o melhor jogador brasileiro”, e esse certamente não era um título para se menosprezar, levando em consideração os grandes jogadores que o Brasil já havia revelado. O BlackBoss continuaria a rodar sua tão aclamada lista “Blood Riders” por mais alguns eventos após esse episódio inicial, tendo cada vez menos sucesso com ela até achar sua nova criação. Ao longo dos anos assistindo o BlackBoss, pude perceber um padrão em suas escolhas de decks, tendo uma tendência a ficar tarado em uma lista específica por semanas ou até mesmo meses, até extrair todo o potencial que a mesma poderia oferecer. Em um primeiro momento tivemos o “Blood Riders”, depois o deck de Piratas, seguido pela combinação de Taric e Fiora, que acabou se desenvolvendo em uma tara por decks midrange de Targon e Demacia, além disso, não podemos deixar de citar a combinação de TF e Ezreal, em alguns casos tendo uma variedade de campeões e focando no submiaurino, tal arquétipo acabou ficando conhecido como “Os Super Amigos”. O BlackBoss não é um jogador fácil de se ler, mas quando ele estiver tarado em algo, pode ter certeza, ele vai aparecer com esse algo.

Or at the very least, for a less skilled player, this might be the case. Boss is very good at keeping his eye on the prize, and while he may have no problem bringing his pet deck at the time to every grassroots event going on, he shows a lot of restraint with it in Seasonal tournaments. When we talk about the most successful Seasonal players, big names like MajiinBae and XxWhatAmIxX and their 5 top cut appearances probably come to mind. But TheBlackBoss has just as many as they do. And while the first impression the community got from him may have been as a bit of a ‘meme’ player, his decks in the Seasonals have been surprisingly meta. He ran TF/Fizz and Aphelios Temple at Cosmic Creation, rounding out the lineup with Pirates in Swiss and Leona/Asol Grand Plaza in the top cut. You could see the pet decks splashed in, but he still topped. At the next Seasonal he would find his way to a top 32 with Shen/J4, Lee Sin, and Dragons. In a field primarily dominated by Lissandra and Nasus he found a way to make his love of Targon and Demacia shine through, but after switching to TF/Fizz and Frostbite Foundry in the top cut he again fell short of the top 4. After that Boss seemed to buckle down harder, taking Azir/Irelia, Deep, and Overwhelm into the GoTA Seasonal and not swapping his lineup for top cut. Again, he fell just shy, but the decks he was bringing were slowly getting closer to the X/Y/Z style of gameplay that players like Majiin specialize in (by which I mean X/Y/Z as just running the 3 best/most popular decks). After missing out on the World Championship round of 16, Boss continued to play more and more meta. At Beyond the Bandlewood he played Lee Sin, Sion, and Ziggs/Poppy - the 3 most popular decks at the event. Whether you see the progression toward the X/Y/Z style as progression or regression is for you to decide, but the fact of the matter is Boss was still putting up results at the highest level.

Quando falamos dos jogadores mais bem sucedidos nos torneios Sazonais, grandes nomes como MajiinBae, Iannogueira e XxWhatAmIxX com suas cinco aparições no top cut provavelmente virão à mente, mas o BlackBoss, tem resultados tão impressionantes como os demais jogadores citados. E mesmo que a primeira impressão que ele tenha passado quando começou sua carreira competitiva seja de um jogador que sabe aproveitar do off meta, suas escolhas no Sazonal são surpreendentemente no meta. O vimos jogar de TF/Fizz e o “Templo do Aphelios” no Sazonal da Criação Cósmica, completando sua lineup com Piratas na etapa do suíço e a combinação de Leona com Aurelion Sol, conhecido como “ A Grande praça” para o top cut. Nos próximos Sazonais ele encontraria seu caminho até o top 32 utilizando Shen/J4, Lee Sin, e Dragões. Em um cenário completamente dominado por Lissandra e Nasus, ele encontrou uma forma de mostrar sua tara pela combinação de Targon e Demacia, mas após trocar para TF/Fizz e Fundição com congelamentos no top cut ele mais uma vez caíria no topo do Sazonal. Após isso, o BlackBoss entrou no seu modo mais tryhard, levando Azir/Irelia, Profundezas e Sobrepujar para o torneio Sazonal Guardiões dos Ancestrais, e mantendo essa lineup para o top cut. Mais uma vez ele seria derrubado nesta etapa, mas suas escolhas de decks se aproximavam cada vez mais ao estilo X/Y/Z em que jogadores como Majiin se especializaram, estratégia essa que consiste em rodar os três “melhores” ou mais populares decks. Após ficar de fora do top 16 do Mundial de Legends of Runeterra por pouco, o BlackBoss continuou jogando cada vez mais seguindo o meta.Na edição do Sazonal Além do Bandobosque, ele jogou com Lee Sin, Sion “Big Discard” e Zigg/Poppy, os três decks mais populares naquele evento. Se essa transição para o estilo de se jogar seguindo o meta foi uma regressão ou uma progressão, cabe a você decidir, o que podemos afirmar é que independente da resposta o BlackBoss continua entregando resultados no mais alto nível competitivo.
 

And now, as we head into the Between Worlds top 32 this weekend, Boss has once again found himself in the top cut with Plunder, Sion, and Elusive Rally. While Plunder and Elusive Rally hold steady as the #1 and 2 decks at the event, Sion is seemingly the new pet deck for Boss. Many will remember that he was the first Masters player in the Americas after Beyond the Bandlewood was released, and he did it while playing Sion. With a pet deck finally in the meta and a pocket Lee Sin pick that he’s topped a few Seasonals with, TheBlackBoss becomes more and more lethal with each event that passes. But he’s still at his core the same player he’s always been, but when the chips are down he shows a high level of discipline when it comes to picking his decks for the event he’s playing on that day. Is it a $100 grassroots event? Sure, bust out the Taric/Fiora and have a field day. Are you playing for $10,000 at the Seasonal? Time to sharpen up and play the best decks better than anyone else can. Few players have been able to match Boss in terms of diversity and skill expression, and while he hasn’t shown much in the way of control, he’s well versed in how to circumnavigate that with the decks at his disposal. 

E agora cá estamos nós, chegando mais uma vez no final de semana do top 32 do Sazonal, dessa vez, a edição Entre Mundos, e o BlackBoss garantiu sua vaga com os decks de GP/Seju Saquear, Sion “Big Discard” e Mobilização Elusiva. Enquanto GP/Seju Saquear e Mobilização Elusiva se encontram como as listas de maior aparição no evento, o arquétipo de Sion “Big Discard” aparenta ser a nova tara do BlackBoss. Muitos irão se lembrar de que ele foi o primeiro a alcançar o ranque mestre na região das Américas na temporada Além do Bandobosque, e ele realizou essa façanha pilotando justamente o deck de Sion. Tendo mais uma vez um deck para chamar de SEU, somado à lista de Lee Sin em que ele já performou absurdamente bem no mais alto nível competitivo, o BlackBoss se torna cada vez mais letal com cada campeonato pelo qual ele passa. Em sua essência, ele segue sendo o mesmo jogador que sempre foi, porém, cada vez mais, ele mostra um alto nível de disciplina quando o assunto é escolher o que levar para cada evento. Estamos falando de um evento da comunidade com premiação de $100 doletas? Bora de de Taric/Fiora! Estamos falando de um Sazonal valendo $10,000 doletas? É a hora de pegar os melhores decks e pilotar melhor do que qualquer um. Poucos jogadores conseguiram se destacar como o BlackBoss quando o assunto é diversidade, habilidade e consistência.
 

If you were somehow sleeping on TheBlackBoss, consider this your wake-up call. While it’s debatable as to whether he’s reclaimed his inaugural title of TheBestBrazilian, he’s undisputedly #1 from the region for Seasonal top 32s. So whether you’re still in love with the Hecarim/Vlad player of old or the meta menace he is today, there’s a little something we can all learn from the journey Boss has been on since he first broke onto the scene. It’s ok to compromise when you have to, but if you’re as good as TheBlackBoss, sometimes you just don’t have to.

Se você até então não havia escutado sobre o TheBlackBoss, considere esse um chamado para o acompanhar. Se ao longo do tempo ele conseguiu defender seu título como o melhor jogador brasileiro ou não, cabe a cada um decidir, mas é indiscutível que nos torneios Sazonais, ele segue sendo a maior potência que nossa região tem a oferecer. Seja pelo amor à primeira vista ao ver ele se destacando a nível internacional com Vladimir/Hecarim ou pela ameaça a todos os demais competidores que ele oferece, algo que todos podemos aprender com a jornada competitiva do TheBlackBoss é que muitas vezes precisamos nos submeter a certos metas e imposições, mas quando se é tão bom quanto ele, às vezes só não é preciso.
 

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